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domingo, 18 de dezembro de 2011

O que sai das descargas dos carros?

Marcelo Sthel no Laboratório de Ciências Físicas da UENF
Depois de cinco anos estudando o que sai da descarga de veículos movidos a todos os combustíveis (gasolina, álcool, diesel e gás natural veicular), o físico Marcelo Silva Sthel e um grupo de pesquisadores da UENF divulgam os resultados de suas pesquisas. Os estudos confirmam vilões já conhecidos e apontam algumas surpresas.

Há surpresas nos motores a álcool (etanol) e gás natural (GNV). Nos primeiros, a queima do álcool gera gás etileno -  um dos precursores do chamado ozônio troposférico, apontado como um dos causadores do efeito estufa e responsável por danos diretos à saúde humana. Nos motores a gás (GNV), detectou-se a liberação de metano (que é o próprio GNV antes da queima), gás com alto potencial de contribuição para o efeito estufa.  Outra surpresa no GNV é a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono (CO) e etileno, embora em quantidades menores do que nos motores a diesel.

A análise dos motores alimentados com gasolina e dos motores a diesel confirmou o que já se sabia. Carros a gasolina são emissores de gases como óxidos de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono (CO), gás carbônico (CO2) e etileno. Ônibus, caminhões e vans - todos movidos a diesel - emitem óxidos de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono (CO), gás carbônico (CO2), dióxido de enxofre (SO2) e etileno.

Saiba mais no Informativo da UENF.

Gustavo Smiderle

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Saguis fora de lugar


Sagui da espécie Callithrix jacchus: bonitinho, mas perigoso.
Você recebe um sagui de presente e, com pena do bichinho, solta na mata mais próxima pensando estar prestando um serviço à natureza. Errado: em vez de ajudar o ambiente, você pode estar prejudicando a preservação do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), ameaçado de extinção.

É o que mostram estudos desenvolvidos há mais de dez anos pela UENF em parceria com a Associação Mico-Leão-Dourado. O líder das pesquisas é o professor Carlos Ruiz-Miranda, do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA/UENF). Uma síntese de todos estes anos de pesquisa está em um artigo publicado pela revista Ciência Hoje de julho de 2011.

Os estudos, iniciados em 1998, têm como cenário a Área de Proteção Ambiental (APA) da bacia do rio São João, que abrange os municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu e Rio Bonito. É lá que os saguis e os micos-leões-dourados ocorrem em maior concentração.

Segundo o pós-doutorando Márcio Marcelo de Morais Júnior, um dos coautores do artigo, a introdução clandestina de saguis das espécies Callithrix jacchus e Callithrix penicillata pode gerar competição com os micos-leões, além de introduzir doenças. A tese de doutorado de Márcio aborda este tema.

Clique aqui se você quiser saber mais sobre o assunto.

Mário Sérgio de Souza, Gustavo Smiderle